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CHARADISMO
Esta introdução não é uma história do Charadismo (este não é o sítio próprio), é uma introdução prática, básica, com exemplos simples, para quem se queira iniciar nestas lides e se preocupe com exercícios mentais.

O gosto pela Língua Portuguesa terá de ser um dos principais factores para a prática do Charadismo.

Tanto o manuseamento regular de dicionários para composição e decifração, como o exercício da escrita de enunciados das diversas espécies charadísticas, em prosa ou verso, conduzem – ou podem conduzir – a um melhor conhecimento e uso (escrito e oral) do Português, tão mau tratado actual e ultimamente, sobretudo através deste meio (a Rede, ou inter-rede), e mais grave ainda, através da comunicação social, que deveria ser a área com maiores preocupações em divulgar correctamente a Língua Portuguesa.

São fenómenos linguísticos como a Aférese ou a Apócope que dão “vida” às espécies charadísticas.

Actividade que consiste na produção (composição) e resolução (decifração) de Charadas, em prosa ou verso, cujos enunciados contêm duas ou três palavras-chave (duas Chaves ou duas Parciais e um Conceito, conforme a espécie charadística); através das palavras-chave se chega à solução do problema charadístico.

Charadista é a pessoa que se dedica ao Charadismo.

Charadístico é o adjectivo referente quer ao Charadismo quer aos Charadistas.

CHARADA
Composição em prosa ou verso, contendo palavras-chave relevantes para a resolução (ou decifração) do problema charadístico; conforme a espécie charadística, estas palavras-chave podem ser chaves, ou parciais e conceito, que são assinaladas a negrito para ajuda da sua decifração. A decifração das palavras-chave faz-se através de sinónimos ou locuções, extraídos de um dicionário.

Exemplo de uma Charada

Sem indiferença e com sinceridade, se distingue uma pessoa de carácter simples. 2–3

CHAVES
São os elementos necessários para decifrar a solução de uma charada, que no respectivo enunciado tem apenas 2 Chaves. As espécies charadísticas que contêm 2 Chaves nos enunciados, entre outras, são as seguintes: Aferéticas e Protéticas, Apocopadas e Paragógicas, Sincopadas e Epentéticas, Metamorfoseadas e Enigmogramas.

Exemplo de uma charada Sincopada

Grande coração tem aquele que faz tudo sem olhar a quem e de boa vontade. 3–2

Nota: “Grande” e “vontade” (assinaladas a negrito) são as Chaves para a resolução (ou decifração) desta charada. 3-2 (no fim) significa que a Chave “Grande” tem 3 sílabas, enquanto a Chave “vontade” tem 2 sílabas.
Neste tipo de charadas (somente com 2 palavras-chave), a Chave com o maior número de sílabas é a chave principal. Neste exemplo, a Chave
“Grande” é a chave principal, a que abre a porta à solução desta charada Sincopada.

PARCIAIS e CONCEITO
Parciais são os 2 elementos componentes de uma charada que contém um conceito. O Conceito é o elemento final e principal a ser decifrado, cuja solução é a “soma” dos sinónimos das duas palavras-chave (que poderá não ser propriamente o somatório puro ou o resultado da adição das 2 Parciais). Neste caso encontram-se as seguintes espécies charadísticas: Haplológicas, Adicionadas, Encadeadas, Intercaladas e Sintéticas.

Exemplo de uma charada Adicionada
Quem puxa pela cabeça, sem muitas insistências, raramente precisa de consultar um dicionário. 2–2

Nota: “puxa” e “insistências” (assinaladas a negrito) são as Parciais da resolução do conceito “dicionário”. Ambas as Parciais têm 2 sílabas, pelo que o Conceito final deve ter 4 sílabas. No caso desta espécie charadística, como o próprio nome indica, é a adição das duas palavras-chave que produz o resultado final.
A solução do Conceito pode conter um hífen, ou seja, pode também ser uma palavra composta por justaposição (como “couve-flor”).

Observações importantes
Ler também o artigo referente a algumas Observações importantes a ter em conta

 
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